Tag: Queima das Fitas

A noite de quarta-feira abriu com Gomo (desta vez ainda consegui ver 30 minutos de concerto) e pelo que vi estava a ser um bom concerto com música consistente e boa disposição à mistura.

Depois uma desilusão, Primitive Reason. Basicamente foi um concerto fraco. Pouco fluídos e pouco coerentes nunca conseguiram cativar o público. E o som estava um bocado mau. Esperava muito mais.

Mas a noite era de Xutos & Pontapés. Como era de esperar o parque estava a abarrotar, e mais uma vez Xutos não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Um concerto como só eles conseguem dar em Portugal. Fica a impressão que os concertos que eles dão em Coimbra são sempre especiais, tanto para eles como para o público. Epá são os maiores!

Na terça-feira nem sequer lá pus os pés. Tive pena de não ver Sloppy Joe.

Na segunda feira voltei a chegar atrasado para ver a primeira banda. Depois, ao contrário do esperado, subiu a palco Rui Veloso. O seu grande trunfo é a sua comunicatividade. Perfeitamente à vontade acompanhado pelos seus músicos e pelo seu copo de vinho, o concerto foi muito bom. Já se faziam era umas músicas novas.

Para o fim ficou guardado um dos melhores (senão o melhor) concertos da queima. Os Clã dominaram de princípio ao fim. Logo a abrir uma versão muito calma, mas com muito groove, de GTI, curiosamente a mesma música que fechou o concerto mas com a versão original. Entre GTI’s um grande concerto. Não houve uma única música que tivesse “saído ao lado”. Espectáculo!

Na noite de Domingo não há muito a registar. O palco principal estava dominado pela música de dança. No palco RUC estiveram os Bypass que tocavam algo parecido com rock progressivo com muito poucas vozes. Não estiveram mal. Já os Hipnótica eram algo de muito monótono.

No sábado afazeres sociais não me permitiram chegar a tempo de ver Fingertips. Realmente os concertos têm começado cedo demais e as primeiras bandas têm tocado praticamente para o boneco.

Felizmente cheguei a tempo de ver Blind Zero de início e de primeira fila. Deram um excelente concerto e mostraram que estão, provavelmente, no melhor momento da sua carreira.

A seguir e já que estava na primeira fila deixe-me lá ficar para assistir a Lamb, e ainda bem que o fiz. Praticamente só conhecia a “Gabriel” mas os resto do concerto deixou-me bastante agradado. Com alguns momentos bastante intensos (coisa que eu não estava à espera, já se lançava um single para mostrar essa faceta…) e aquelas músicas mais calmas a resultarem bastante bem. Já para não falar que têm excelentes músicos e a voz de Lou é realmente fantástica. Ganharam, pelo menos, mais um “ouvinte”.

A acabar a noite Blasted Mechanism deram o seu habitual concerto. Intenso como é costume mas inferior ao da latada. Ainda para mais S. Pedro deve ter pensado que aquela gente toda aos saltos estava a fazer alguma dança da chuva e “toma lá fresquinho”.

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