Categoria: Sociedade

A manifestação de sábado foi importante, mas não chega. Deu para perceber que as pessoas estão atentas e insatisfeitas, mas na prática o trabalho está ainda todo por fazer.

Toda a gente aponta armas ao Sócrates e ao seu governo. É natural, é ele que lá está agora, é ele que leva com as bocas. Agora, dêmos dois passos atrás e olhemos com alguma frieza para o que nos trouxe aqui e não sei se Sócrates será mais culpado do que aqueles que o antecederam (sinceramente não me parece que seja). Quero com isto dizer que, de todas as soluções políticas que temos, nenhuma é minimamente competente para resolver o problema. Nenhuma mesmo.

Ouvi alguns manifestantes dizerem que os políticos a partir de agora terão que ser mais sensíveis aos problemas dos portugueses. Meus amigos… os políticos que lá estão, estão estragados, não servem (e das “jotas” também só saem fezes). Só o aparecimento de novos movimentos e partidos políticos, mais ligado à realidade e aos problemas, pode inverter o caminho descendente em que estamos.

É esse o trabalho que há a fazer, criar soluções, ir para lá e resolver o problema. Simples mas nada fácil.

A maioria do país ficou a conhecer Litério Marques com a polémica das urgências de Anadia. O que a maioria do país não ficou a conhecer foi a forma de governar do presidente da Câmara Municipal de Anadia.

Como informa o Quiosque das Letras, a autarquia de Anadia está a demolir aos poucos o edifício da Fábrica de Cerâmica de Anadia um edifício categorizado pelo PDM como de “interesse arqueológico industrial” para no seu lugar instalar um supermercado da cadeia Intermarché.

A Fábrica de Cerâmica é um edifício histórico de Anadia que, em vez de requalificar como, por exemplo, equipamento cultural ou qualquer outro ao serviço da população, Litério Marques pretende substituir por um barracão de lata. Se isto não é corrupção, é o quê?

Link: Quiosque das Letras > Bronca da Semana

Ontem, pela primeira vez, pude testar a nova lei do tabaco no terreno. Como não fumador, recebi esta lei com natural agrado, como seria de esperar. Posso dizer que as minhas (boas) expectativas não saíram goradas. Ainda para mais não notei nos fumadores presentes nenhum problema em ir à rua para fumar um cigarro, é apenas uma nova rotina.

A vantagens são óbvias, a roupa sem aquele cheiro nauseabundo, olhos sem irritações e um ambiente mais respirável. Penso que todos (fumadores e não fumadores) saem a ganhar com esta lei.

Já aqui disse que um dos meus programas favoritos de televisão é a Liga dos Últimos, programa da RTP N. Pois estava a ver o programa desta semana quando o apresentador anuncia a reportagem “na” Anadia (diz-se em Anadia). Não tenho especial simpatia pela equipa da sede do concelho mas é sempre interessante ver reportagens sobre realidades que conhecemos.

E teria sido uma reportagem interessante não fosse a falta de humildade dos dirigentes do Anadia que não deixaram entrar a equipa da Liga dos Últimos no estádio para captar imagens do jogo. “Estamos à terceira jornada, não somos últimos” dizia o indivíduo que barrava a entrada. Entrada essa que é do direito dos jornalistas e direito esse que nem a GNR presente no local conseguiu garantir (também não se percebe muito bem porquê).

Para que se perceba melhor a situação, o Anadia ia jogar com o Benfica de Castelo Branco a contar para a 4ª jornada do campeonato nacional da II Divisão – Série C, tendo contado os primeiros 3 jogos por derrotas com 4 golos sofridos e nenhum marcado. Eram, portanto, à entrada para a 4ª jornada a única equipa com zero pontos e últimos na classificação. Isto depois de um discurso de pré-época em que afirmavam que iam lutar pelos lugares cimeiros da classificação, logo no primeiro ano depois de subir a esta divisão.

Ficou mal visto o clube e acabou por ficar mal vista a cidade de Anadia que foi retratada (não podendo fazer reportagem do jogo, foram visitar a cidade) como uma cidade-fantasma, o que, diga-se, à noite e nos fins-de-semana não é mentira nenhuma.

Um dos anúncios que anda neste momento a passar na televisão “pede” às pessoas para aguardar enquanto eles (uma autoridade qualquer) procedem à detecção de equipamentos de acesso à TV Cabo ilegais, até aparece uma barra com a progressão do processo para dar um toque de realidade à coisa. O único intuito é assustar as pessoas menos cientes que acreditam que tal detecção pode ser feita desta maneira. Depois atiram com um número, 3 mil e tal euros. “Se calhar já te fo… lixaste” parece ser a mensagem.

Não quero, obviamente, defender a utilização desse tipo de equipamentos mas parece-me que este tipo de campanha de positivo tem muito pouco. Se querem reduzir o número de acessos ilegais façam aquilo que vos compete que é aumentar a segurança do vosso sistema em vez de andar a tentar enganar as pessoas.

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